Fado, a canção de Portugal na feira

Azulejo do fado

Ontem o Palco Jovem recebeu a “canção oficial” do país, foi um momento com o Fado Novo nas vozes de Duarte Gato, Helena Brita e Ricardo Martins acompanhados à guitarra portuguesa por Filipe Núncio, Marco Conceição na viola e Gonçalo Cercas na viola baixo. Foi um bom espetáculo, numa noite agradável e cheia de público na feira, mas o Sete Minutos não consegue falar de fado sem vos contar um pouco mais sobre esta que é considerada a canção nacional. A palavra fado vem do latim fatum, ou seja, destino, é a mesma palavra que deu origem às palavras fada e fadario. Uma explicação popular para a origem do fado de Lisboa remete para os cânticos dos mouros, no entanto, tal explicação é ingénua e incorreta duma perspectiva etnomusicológica. Isso é sustentado porque não existem registos do fado até ao início do século XIX, nem era conhecido no Algarve, último reduto dos árabes em Portugal em 1249, nem mesmo na Andaluzia onde os árabes permaneceram até aos finais do século XV. Há várias teorias sobre a sua origem, umas sustentam que teve origem na Irlanda, onde o cantor ou “vate” tinha o nome de Faith, outra aponta a origem do escandinavo “fata”, que significa vestir, compor. No essencial, a origem do fado é ainda desconhecida, mas certo é, que surge no rico caldo de culturas presentes em Lisboa, sendo por isso uma canção urbana. No entanto o fado só passou a ser conhecido depois de 1840, nas ruas de Lisboa, nessa época só o fado do marinheiro era conhecido.

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